A comunidade de Canumã, localizada no município de Borba (AM), foi palco de uma disputa que testou a habilidade e a velocidade das moradoras locais: a competição de quem “trata”, ou seja, limpa e descama, o peixe jaraqui mais rápido. O evento, que integra o calendário festivo da região, atraiu os olhares curiosos de moradores e visitantes, transformando uma tarefa cotidiana em um verdadeiro espetáculo de celebração da cultura amazônica. A Disputa Dada a largada sob a contagem regressiva da organização, três competidoras, posicionadas lado a lado em uma longa mesa rústica de madeira, iniciaram uma corrida contra o tempo. O ritmo frenético das facas fez com que as escamas dos jaraquis literalmente voassem pela mesa e pelos ares. A estrutura da prova era simples, mas exigia foco extremo e muita destreza: A Ferramenta: Apenas habilidade manual e facas bem afiadas. A Dinâmica: Pilhas de jaraquis à frente de cada participante e uma bacia rosa centralizada com água para o enxágue rápido das mãos e do pescado. O Objetivo: Tratar a maior quantidade de peixes no menor tempo possível, sem perder a precisão do corte. Cultura e Engajamento Popular Realizado ao ar livre, sobre uma estrutura de madeira às margens do rio e com a tradicional presença de barcos regionais de dois andares ancorados ao fundo, o evento foi um retrato fiel da vida ribeirinha. A multidão que cercou as competidoras não poupou energia.
